Sacos plásticos têm que ser banidos
Uma das primeiras capitais brasileiras a impor restrições ao uso das sacolas plásticas tradicionais foi Belo Horizonte.
Da Redação
Criados nos anos 70, os sacos plásticos tornaram-se um fenômeno de popularidade. Invadiram mercados, lojas e farmácias, expulsando as sacolas de papel e embalagens de papelão. A praticidade, entretanto, mostrou seu lado negativo. Em cerca de três décadas, os plásticos passaram a provocar a morte de 1 milhão de aves e de 100 mil mamíferos por ano de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Fato que vem sendo responsável por uma nova onda: a de banir os sacos plásticos das cidades. A moda trouxe à tona as eco bags: sacolas de pano mais ecológicas que passaram a ser levadas para as compras.
Uma das primeiras capitais brasileiras a impor restrições ao uso das sacolas plásticas tradicionais foi Belo Horizonte. A lei deu três anos para os estabelecimentos se adequarem e passarem a oferecer sacolas com materiais mais ecológicos (recicláveis ou com outros materiais). Com isso, a intenção foi minimizar o impacto ambiental provocado por essas embalagens que representam cerca de 10% do lixoproduzido no país ou o equivalente a 210 mil toneladas. Em Pernambuco, alguns supermercados passaram a oferecer sacolas feitas de plásticos recicláveis e comercializar opções de eco bags.
Os países que figuram na lista dos modelos são a Alemanha e a Inglaterra que incentivam os clientes a levarem suas próprias sacolas ao mercado, cobrando uma taxa pelo uso dos sacos plásticos. Já os danos causados pelo despejo desse material nas ruas, como alagamentos e inundações, alcançaram índices tão alarmantes em Bangladesh, no sul da Ásia, que levaram à proibição da produção, compra e posse dos sacos de polietileno. Medida rigorosa que deve ser repetida na China a partir de junho. O país anunciou que irá proibir a distribuição de sacolas para evitar a poluição e melhorar a imagem durante as Olimpíadas. Iniciativa que ainda assim levará um longo período para surtir resultado, uma vez que o plástico pode levar 100 anos para se degradar quando descartado no meio ambiente.
Poluição além da praga dos plásticos
Acidificação das águas
Os aumento de gases com efeito estufa, produzidos pela queima de combustíveis fósseis, fazem com que os oceanos absorvam uma quantidade 10 vezes maior da substância do que há 100 anos. Isso eleva a acidez das águas e ameaça a sobrevivência de diversas espécies de peixes e mamíferos.
Surgimento de zonas mortas
O esgoto doméstico e o lixo industrial promovem a proliferação de algas que, em excesso, ameaçam as outras formas de vida. Isso ocorre porque, quando morrem, são degradadas por bactérias num processo que consome grande parte do oxigênio da água. Como resultado, surgem zonas mortas, inóspitas a maioria das espécies. Hoje são 150.
Desaparecimento de mamíferos
Alterações no ciclo de vida desses animais alertam para desequilíbrios em seu ambiente. Na última década, milhares de golfinhos e leões-marinhos morreram por envenenamento ao comer peixes menores, que se alimentam de algas tóxicas, contaminadas por resíduos químicos.
Fonte: Greenpeace